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Neste artigo para o Jornal O SERRANO, Henrique Vieira Filho nos fala sobre a história do fotojornalismo, desde o seu lado documental, até os controversos “paparazzi” e o uso terapêutico da fotografia, como processo investigativo e documental de ampliação do autoconhecimento, com a técnica Fotopsicoterapia.
Publicado resumido no Jornal O Serrano, Nº 6320, de 02/09/2022
Minha esposa ironiza que exerço tantas profissões que tem que me dar parabéns quase todas as manhãs: hoje, dia 02/09 é Dia Do Repórter Fotográfico, data em que Roger Fenton, fotógrafo oficial do Museu Britânico, foi convidado a fazer a cobertura da Guerra da Crimeia (1853 a 1856).
Contudo, somente em 1880 é que, pela primeira vez, um jornal (o Daily Herald, de N.Y.) publicou fotografias para ilustrar notícias e atrair a atenção dos leitores.
Daí em diante, o fotojornalismo tornou-se cada vez mais importante, tanto por seu lado investigativo e documental, quanto por seu poder de comunicação; afinal, como já dizia Confúcio: “uma imagem vale mais do que mil palavras”.
Em contraste ao lado mais sério desta atividade, temos a contrapartida eternizada no filme “A Doce Vida” (1960), de Federico Fellini, pelo ator Walter Santesso, intérprete do jornalista “Signore Paparazzo”, sempre em busca de “flagrantes” da personagem vivida pela atriz Anita Ekberg.
Enquanto muitas celebridades e políticos sentem-se incomodados com este tipo de “cobertura jornalística” (vale lembrar o caso mais extremo, que gerou o acidente automobilístico e morte da princesa Diana), outros até remuneram, direta ou indiretamente, para que continuem ampliando suas permanências nas mídias.
Dentre as 1001 atividades que já exerci, fui “paparazzo privado”: na adolescência, fui detetive particular, mas, logo constatei que não tenho vocação para “X9”.
Curiosidade: esta gíria para “dedo-duro” deriva do codinome de um “agente secreto”, cujas histórias em quadrinhos foram publicadas de 1934 a 1996. Ele se infiltrava entre os bandidos, fazendo-se passar por um deles, para agir contra.
Parafraseando Lavoisier, como “nada se perde, tudo se transforma”, adaptei estes aprendizados para a psicoterapia, onde facilito ao cliente ser “Sherlock Holmes” de si mesmo, desvendando seus mistérios, enquanto eu, na função “Watson”, incentivo e registro as descobertas.
E, como palavras são insuficientes, aplico a Fotopsicoterapia (fotos como inspiração em exercícios de imaginação) para ir bem além da associação livre freudiana.Ou seja, me tornei um “Paparazzo de Almas”!
Henrique Vieira Filho é artista visual, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte, produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTB 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP) e terapeuta holístico (CRT 21001).

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), professor de artes visuais, pós-graduado em psicanálise e em perícia técnica sobre artes.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com cerca de 60 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Projeto Re Arte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.