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Neste artigo para o Jornal O Serrano, Henrique Vieira Filho nos fala das curiosas origens dos termos “parada”, “desfile” e dos milenares “aplausos” de que são merecedores os participantes de nosso tradicional evento natalino.
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6385, de 15/12//2023
“Parada” está a pessoa que assiste, pois os artistas estão se movimentando e muito!
Então, como explicar o nome que damos a este encantador evento que une música, dança, fantasias e performances e que todo final de ano lota nossa cidade de turistas e moradores para assistir?
Teremos que voltar no tempo, há muitos séculos e observar os exércitos romanos. Enquanto aguardavam a batalha iniciar, permaneciam em formação, atentos e preparados (do latim “parare” = “preparar”, de onde “parata” ganhou o significado de “deslocamento em grupo”).
Em momentos de paz, marchavam (que vem de “marcher” = “andar marcando passo”) em peregrinação (“per agri” = “pelos campos”), seguindo em procissão (do latim “pro” = ”à frente”, mais “cedere” = “ir”) para o encanto do povo que lhes acompanhavam em cortejo (“corteggio” = apoiadores da corte, dos soberanos).
Ou seja, em pleno século 21, estamos repetindo a mesma tradição de nossos antepassados seculares!
Ainda melhor que, ao invés de pessoas armadas para guerra, estamos assistindo a bailarinas, músicos e artistas circenses!
Vale a pena esperar na fila (“filum”) para assistir ao encanto do desfile: do latim “des” = “prefixo negativo”, mais “filum” = “fio, fiapo de tecido”, ou seja, pessoas umas atrás das outras, lembrando um fio retirado, “desfiado” de uma peça de pano.
Nem todos nos damos conta: para realizar um espetáculo como este, de cerca de uma hora, os artistas dedicaram anos de estudos e treinamentos e mais meses de ensaios e preparativos. A grande maioria participa por puro amor à arte, sem remuneração financeira.
Por isso, bem devemos lhes pagar praticando outra tradição de mais de 3 mil anos: aplaudir!
Este gesto teve início nos rituais religiosos, com o bater da palma de uma das mãos contra a da outra e, por meio do som, atrair a atenção das divindades.
Na antiga Grécia, os atores do teatro pediam palmas ao público para invocar os espíritos protetores das artes.
O costume chegou ao Império Romano e passou a ser adotado pelos políticos: Nero, para se garantir, mantinha cinco mil soldados com ordem de lhe aplaudir. Esta tática é adotada até nossos dias em programas de auditório, que costumam contratar “aplaudidores profissionais” para estimular a platéia.
Já em nossa movimentada parada natalina, tenham certeza: os aplausos serão espontâneos e totalmente merecidos!
Henrique Vieira Filho é artista visual, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte, produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTB 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP) e terapeuta holístico (CRT 21001).

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), professor de artes visuais, pós-graduado em psicanálise e em perícia técnica sobre artes.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com cerca de 60 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Projeto Re Arte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.