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Neste artigo para o Jornal O Serrano, Henrique Vieira Filho celebra o dia 13 de dezembro, data em que se comemora o Dia de Santa Luzia, o Dia da Pessoa com Deficiência Visual e o Dia da Iluminação por Velas, em uma simpática crônica sobre luz, visão e fé, com foco na tradição da Fonte de Santa Luzia em Serra Negra.
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6433 de 13/12/2024
(A atriz e cineasta Liz Marins interpretando sua icônica personagem para a I Mostra de Cinema Fantástico, em Serra Negra)
Ah, dezembro! Esse mês, tão cheio de luzes, festas e simbolismos!
Neste dia 13, as efemérides ganham um brilho especial.
E, por falar nisso, você sabe o que são efemérides? A palavra vem do grego “ephēmeris”, que significa “o que dura um dia”.
Atualmente, o termo é usado para marcar aquelas datas importantes que nos convidam a lembrar, celebrar ou refletir. E há tanto para enxergar (ou vislumbrar, já que o tema é visão!) neste dia!
No calendário, 13 de dezembro é o Dia da Pessoa Com Deficiência Visual, o Dia da Iluminação Por Velas e também o Dia de Santa Luzia, que, como o próprio nome sugere, traz luz.
“Luzia” (como minha avó Corbo Fioriti), assim como “Luiza” (nome de uma de minhas filhas) e todas alcunhas que tenha “Liz” (como a cineasta Liz Marins, que recentemente esteve em nossa cidade) derivam do latim “lux”, que quer dizer “luz”. Tem algo mais apropriado para uma santa que intercede pela visão?
E aqui, em Serra Negra, a luz de Santa Luzia tem endereço certo: a fonte que leva seu nome!
Localizada no bucólico Parque Fonte Santo Agostinho, não é apenas um ponto turístico; é quase um ritual comunitário!
Dizemos nós, os serranos, que lavar os olhos com suas águas minerais garante uma visão boa e protegida. Se é fé, ciência ou poesia, ninguém sabe ao certo, mas o fato é que, naquele instante em que a água fresca toca os olhos, dá pra sentir uma claridade diferente, como se o mundo ao redor ficasse mais nítido!
Agora, imaginem combinar todas essas celebrações… O Dia da Iluminação por Velas, por exemplo, parece feito sob medida para meditar ou até mesmo, um momento romântico. Uma noite em que, em vez de luz elétrica, tudo fosse iluminado com velas. Cada chama, uma pequena estrela, piscando e tremeluzindo, como se quisesse nos lembrar da delicadeza de enxergar o mundo com o coração.
E o Dia da Pessoa Com Deficiência Visual? Que oportunidade incrível para aprender que “ver” vai muito além dos olhos. Que tem gente que enxerga mais com as mãos, com os ouvidos, com a alma. Talvez até mais do que aqueles que possuem visão perfeita, mas não conseguem “ver” as coisas importantes da vida.
Termino esta crônica com um convite: neste 13 de dezembro, que tal passear em Serra Negra? Traga seus olhos, sua fé, ou apenas sua curiosidade. Passe na Fonte de Santa Luzia, lave os olhos, acenda uma vela e olhe ao redor. Porque às vezes, a luz que realmente importa não vem de fora, mas de dentro.
Henrique Vieira Filho é artista visual, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte, produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTB 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP) e terapeuta holístico (CRT 21001).

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), professor de artes visuais, pós-graduado em psicanálise e em perícia técnica sobre artes.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com cerca de 60 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Projeto Re Arte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.