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Neste artigo para o Jornal O SERRANO, Henrique Vieira Filho conta a história dos tradicionais coretos das praças públicas do interior, desde as suas versões clássicas e românticas, até as mais recentes, adaptadas para uma grande variedade de apresentações, como a desta semana, em Serra Negra, destacando o Coral e Orquestra Filarmônica de Balneário Camboriú
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6415 de 26/07/2024
Há pouco mais de 20 anos, no dia 27 de julho, o lendário serranegrense, Alcebíades Félix, publicou com o título acima, uma crônica abordando as criações e reformas de três coretos na cidade.
Sempre polêmicas e de grande visibilidade, as obras ora seguiam as tendências arquitetônicas da época, ora eram necessárias para comportar o crescente número de integrantes das bandas.
Já teve até governador que resolveu padronizar formato e tamanho iguais para todas as cidades, nos anos 70.
“Coreto”, um diminutivo de “coro”, é uma palavra que, tanto do grego “ khoros”, quanto do latim “choru”, significa “dança”, e, com o tempo, passou também a nominar o local em que as apresentações eram realizadas e ampliou seu alcance adjetivando outras formas de arte, sendo este o caso dos cantores coralistas.
Assim foi nesta semana, em que tivemos “coral no coreto” de Serra Negra: viajando mais de 700 km só para nos encantar, o Coral da Orquestra Filarmônica de Balneário de Camboriú nos deixou corados com seus belos cantos.
Na verdade, queríamos “bagunçar o coreto” ainda mais, com muitas outras atrações, mas, um problema técnico limitou o tempo de palco concedido pela prefeitura, ficando de fora a programação com MPB, literatura, dança, cultura pop e até uma atenção especial ao grupo da “melhor idade”, com atividades de relaxamento, alongamento e até sorteios de presentes aos que estavam presentes nas cadeiras da praça.
Ou seja, o palco teria de tudo, menos discurso político (ufa!), que também é uma tradição secular nestes espaços públicos.
Nem todos sabem, mas, a ribalta que fica na Praça João Zelante é maior por dentro! Ou, melhor dizendo, por baixo: inúmeras salas para estocar cadeiras, equipamentos e camarins atravessam a rua, de tão longo que é o subterrâneo!
Bem verdade, as diminutas versões antigas desses gazebos eram bem mais românticas que as atuais. Contudo, convenhamos, para os novos tempos, que exigem caixas de som poderosas, iluminação cenográfica, salas para troca de figurinos, espelhos para maquiagem e toda uma infraestrutura capaz de comportar as mais variadas formas de artes, os palcos tiverem que se tornar maiores.
Seria o caso até de mudar o grau para o aumentativo: coretões! Termo estranho que nunca irá vingar, pois, no imaginário coletivo, saudoso e sentimental, continuamos a chamar, carinhosamente, no diminutivo: coreto ainda é o correto, mesmo quando gigante!
Henrique Vieira Filho é artista visual, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte, produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTB 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP) e terapeuta holístico (CRT 21001).

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), professor de artes visuais, pós-graduado em psicanálise e em perícia técnica sobre artes.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com cerca de 60 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Projeto Re Arte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.