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Neste artigo para o Jornal O Serrano, Henrique Vieira Filho relata o heróico salvamento de um filhote de tucano por iniciativa popular, em contraste com o despreparo dos órgãos públicos.
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6431 de 22/11/2024
Existe uma grande atração, em Serra Negra, desconhecida dos turistas: a magnífica família de tucanos (dois adultos e três filhotes) que, em grande lição de urbanismo, construíram seu triplex (são três pontos de entrada, em “andares” distintos) em um coqueiro moribundo, bem na frente da Residência Artística.
Dezenas, se não forem centenas de serranos aqui vem para fotografar, filmar, fazendo inveja à Fontana de Trevi!
Ativistas como a Iza Noemi e o fotógrafo de aves, Diogo Souza, capricham nos equipamentos e na camuflagem, para não incomodar o ninho.
Os privilegiados que têm a honra de ser vizinhos dos tucanos urbanos, no caso eu, o Valter Foratto, o Ataíde Tagliasachi e tantos outros (sou péssimo em lembrar nomes!), entre uma tarefa e outra, fica irresistível: paramos para contemplar!
Eis que, faz poucos dias, um filhote tucano cometeu engano: caiu do ninho, esse passarinho! O Valter acudiu de pronto e eu, meio que tonto, com medo de machucar, trouxe uma caixa para ele colocar e proteger, ainda sem bem saber o que fazer!
A Fabiana e a vizinhança toda revezou nos celulares, em busca de ajuda oficial para o bem do animal. Primeiro, telefonaram para os heróis de todos, mas, eles disseram que só resgatam humanos, nunca tucanos. Em seguida, tentaram a corporação acostumada a todos salvar, mas, disseram “não vai dar”, que tucano é animal, então, é caso para um órgão ambiental.
Na última esperança, ligaram para a instituição dita como certa, mas, a resposta foi indireta: agem para multar e não para ajudar!
Por mensagem, a Camila Postal, que além de ser sereia (já bem conhecida em nossa cidade, pelos eventos que fizemos), também é bióloga, orientou que, o ideal é devolver ao ninho o animal.
Ataíde trouxe sua escada gigante, enquanto o Valter, corajoso, no coqueiro subiu avante, tendo em seu encalço dois tucanos adultos voando em rasante!
Era de partir o coração os gritos do casal, tanto que Diogo e eu tememos que eles abandonassem para sempre o triplex, pelo estresse…
Felizmente, tudo deu certo! Em menos de 24 horas, depois de muito observar, os tucanos aos filhotes vieram alimentar!
Passado o susto, fico aqui a matutar: de fato, não é dever legal daqueles órgãos públicos, mesmo tendo o equipamento e treinamento, vir salvar o tucano.
Igualmente, não era responsabilidade de ninguém da vizinhança. Mesmo assim, foi o povo que agiu, assim que viu o dano aos tucanos! Afinal, ir além da mera obrigação é o que nos faz melhores humanos, ainda que seja para salvar um “mero animal”, o nosso tucano urbano.
Observação: Após a crônica acima ter sido escrita, eis que um NOVO salvamento foi necessário e, desta vez, com total ação da GSM de Serra Negra e o Corpo de Bombeiros! Imagens a seguir:
Henrique Vieira Filho é artista visual, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte, produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTB 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP) e terapeuta holístico (CRT 21001).

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), professor de artes visuais, pós-graduado em psicanálise e em perícia técnica sobre artes.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com cerca de 60 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Projeto Re Arte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.