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Neste artigo para o Jornal O Serrano, Henrique Vieira Filho trata da urgência das pautas ecológicas e de somar o lúdico e divertido em paralelo ao linguajar técnico-científico na defesa da ecologia. E ainda aproveita para convidar para o espetáculo deste dia 18/05, na praça central de Serra Negra.
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 6404 de 17/05/2024
A tragédia que ocorre no Rio Grande Do Sul vem despertando o melhor do ser humano em solidariedade, ao mesmo tempo que nos obriga a repensar nossa relação com a natureza.
Faz décadas os cientistas e ativistas ambientais fazem sua parte, alertando para os problemas e os riscos que corremos. Contudo, o linguajar excessivamente técnico e o extremismo ao defender seus posicionamentos deixa de conquistar boa parte da população que os considera “ecochatos”.
Para que a mensagem ecoe em todas as direções, precisamos somar outras formas de conscientização. Não descarto nem mesmo apelar para o modismo: vamos lançar o desafio de sermos todos “ecochiques”!
“Eco” por nossa consciência ambiental e “chique” por nossa habilidade de incorporar o estilo moderno e as comodidades a um padrão de vida sustentável!
Nunca é simples ser “ecologicamente correto” e sempre fica uma certa dúvida sobre o que é o certo a fazer.
Por exemplo: supermercados adotam sacos biodegradáveis, mas, será que não seria ainda melhor trazermos de casa uma sacola ou um caixote reutilizáveis? Dúvidas e mais dúvidas do que é “menos pior”!
Uma situação pessoal: recentemente, aderi ao ramo da hospitalidade turística, com a Residência Artística, que construí com o mínimo de desperdício, preservando todas as árvores e respeitando a geografia do terreno.
Contudo, uma das comodidades me pesa na eco-consciência: uma hidromassagem enorme, com 5 mil litros de água, Ora, poderia tratar igual piscina, mantendo-a sempre cheia; só que essa opção poderia deixar os hóspedes pensativos quanto à higiene.
Seria cômodo simplesmente abrir o ralo e trocar a água, mas, como pretendo ser um “eco chique”, a solução foi reaproveitar a água para lavar a área de lazer e regar as plantas. Fora que, fazendo isso com baldes, implica que levanto 2 toneladas e meia de peso para lá e para cá, ou seja, ainda faço musculação! Que “chiqueza”!
Mesmo sabendo que o respeito à natureza é uma pauta urgente e muito séria, podemos somar o lúdico e divertido como instrumentos de conscientização ambiental.
Essa é a principal missão do Espetáculo “Iara – Guardiã de Nossas Águas”, deste dia 18/05, na praça central de Serra Negra: sereias cantando, bailarinas coreografando, pinturas em exposição, contação de causos, tudo junto e misturados para nos encantar e levar a pensar mais na ecologia.
Afinal, ou aprendemos a lição ou teremos que virar sereias e tritões de verdade para sobreviver à revanche da natureza!
Henrique Vieira Filho é artista visual, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte, produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTB 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP) e terapeuta holístico (CRT 21001).

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), professor de artes visuais, pós-graduado em psicanálise e em perícia técnica sobre artes.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com cerca de 60 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Projeto Re Arte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.