O Mês das Mães… e das Sereias!

A crônica “O Mês das Mães… e das Sereias, é claro!” de Henrique Vieira Filho explora a curiosa e profunda conexão entre a celebração da maternidade em maio e o movimento global “Mermay”, dedicado às sereias. O texto traça paralelos bem-humorados entre as qualidades maternas – como o canto hipnotizante e a força protetora – e as características míticas das sereias. A crônica destaca a presença de figuras como Iemanjá, Iara e Kianda no folclore e sua relação com a fertilidade e o cuidado, culminando com um convite ao evento “Encanto das Sereias: Cores, Curtas e Cultura em Serra Negra”, que apresentará pinturas e curtas-metragens inspirados nessas entidades aquáticas.

A Incrível Experiência de Ouvir Imagens

O cronista, com um orçamento limitado da Lei Aldir Blanc, embarca em um projeto cultural ambicioso em Serra Negra, incluindo a criação do primeiro “Catálogo Raisonné” com audiodescrição do mundo para as obras de Cid Serra Negra. A crônica explora o desafio de traduzir a riqueza visual da arte em palavras para o público com deficiência visual, destacando a importância da acessibilidade e convidando os leitores a experimentarem essa inovação através dos links fornecidos e a participarem de um curso gratuito de audiodescrição.

Afinal, Uma Imagem Vale Mais Que Mil Palavras?

Henrique Vieira Filho reflete sobre a transmissão de conhecimento e história através de diferentes formas de arte, questionando o ditado “uma imagem vale mais que mil palavras”. A crônica compara a época em que a pintura sacra ensinava a fé a um público iletrado com os desafios de interpretação textual na atualidade. Destaca o poder do teatro de rua e das pinturas de Cid Serra Negra em emocionar e transmitir conhecimento. Celebra o sucesso do curta-metragem sobre Cid em festivais internacionais e anuncia o lançamento do livro sobre o artista, ponderando sobre o alcance de cada mídia na tarefa de perpetuar sua história e obra.

Curta a Serra: Olhares Indígenas Sobre Nossa Terra

“Curta a Serra: Olhares Indígenas Sobre Nossa Terra” chega à Residência Artística de Serra Negra a partir de 19 de abril! Desfrute de sessões de cinema acessíveis (Libras, audiodescrição, legendas) e da exposição “Cores da Terra, Formas da Alma”, além de debates. Entrada franca, reservas via WhatsApp: https://wa.me/5511982946468/

O Encontro da Terra, das Águas, das Palavras e dos Cantos

E se, por um dia, trocássemos o aroma da carne pelo perfume das ervas frescas? Se substituíssemos o peso do consumo pela leveza da consciência? Se abríssemos mão do excesso e valorizássemos a essência da água, fonte da vida? Se nos permitíssemos ouvir as ‘Ideias para adiar o fim do mundo’, como nos convida Ailton Krenak, e a voz de Kena Marubo, que ecoa a sabedoria ancestral de seu povo? Se nos deixássemos encantar pela voz da Sereia Lúthien, que canta a beleza e a fragilidade dos oceanos? Talvez, apenas talvez, pudéssemos ouvir o sussurro da Terra, o murmúrio das águas, o canto dos povos originários e as melodias da natureza, um convite para um congraçamento mais generoso, onde todos têm lugar à mesa, onde a fartura não significa desperdício, onde a vida é celebrada em sua plenitude

Santo Onofre, Enche O Cofre!

Neste artigo, Henrique Vieira Filho compartilha os desafios de manter a Residência Artística em Serra Negra, um espaço dedicado à cultura e ao acolhimento de artistas. Ele relata a dificuldade em equilibrar a paixão pela arte com a necessidade de recursos financeiros, especialmente diante dos atrasos nos repasses de verbas públicas. Com humor e fé, o autor recorre a São Onofre e Santo Expedito, buscando auxílio divino para superar os obstáculos. Apesar das dificuldades, a Residência Artística segue firme em seu propósito de oferecer eventos culturais gratuitos à comunidade, convidando a todos para a Celebração Re Arte.