Ouça aqui
Neste artigo para o Jornal O Serrano, Henrique Vieira Filho destaca a importância econômica do Carnaval, até mesmo para quem foge dele e relembra o curioso “causo” de reencontro com uma amiga atriz para uma entrevista televisiva.
Publicado resumido no Jornal O SERRANO, Nº 63901, de 09/02/2024
Pode-se dizer que estou sempre em Carnaval: do latim, “carnis levale”, cujo significado é “retirar a carne”, ou seja, sou vegetariano.
Em crônicas anteriores, destaquei a importância econômica desta festividade que impulsiona turismo, hotelaria, transportes, restaurantes, pequenos comércios, enfim, movimenta até mesmo para quem oferta “fuga” da folia: retiros, spas, cursos imersivos.
Já estive em vários lados desta equação: meu restaurante-pizzaria no tradicional bairro paulistano da Mooca dobrava as vendas com os foliões e minha escola de técnicas terapêuticas milenares recebia alunos do Brasil todo que se refugiavam das festas nos “intensivões de feriado prolongado”.
Como artista visual, “socialites” encomendam retratos surrealistas eternizando seus desfiles no sambódromo. Já modelos e “influencers” preferem que eu pinte suas fantasias, literalmente, sobre a pele.
Por mais que eu admire música, coreografia, design de fantasias e os esforços artísticos dos participantes, ter misofonia (no meu caso, intolerância absoluta a sons altos ou distorcidos) é um impeditivo a participar presencialmente do Carnaval.
Ainda assim, incontáveis vezes nestas épocas, quem ligasse a televisão em algum programa com “mesa redonda” veria uma presença inusitada: ao lado de grandes sambistas, passistas, coreógrafos, lá estava… eu!
Como “assessor de assuntos aleatórios”, rotineiramente sou convidado a falar sobre as origens milenares destes festejos, contando sobre Baco, Saturno e outras divindades mitológicas e suas cerimônias de fertilidade.
A bem da verdade, participava contando histórias, curiosidade, “causos” de tudo quanto é tipo de pauta relacionada a datas comemorativas. Por exemplo, o Papai Noel é quem me levou ao aclamado programa do Jô Soares.
Em uma dessas ocasiões televisivas, sendo o mundo pequeno como é, uma amiga que não via faz muitos anos sentou ao meu lado: ela como atriz convidada, eu como especialista.
Eis que ela cochicha ao meu ouvido, gerando a curiosa conversa: _ Não diga a ninguém que nós estudamos juntos!
_ Mas, por quê?
_ Sou atriz, tenho que esconder a minha idade, senão, ninguém mais contrata!
_ Fique tranquila! Se alguém descobrir, direi que só estávamos na mesma classe porque eu repeti de ano: umas dez vezes! Está bom para suas contas?
Henrique Vieira Filho é artista visual, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte, produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTB 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP) e terapeuta holístico (CRT 21001).

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), professor de artes visuais, pós-graduado em psicanálise e em perícia técnica sobre artes.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com cerca de 60 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Projeto Re Arte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.