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A Serra Negra, que já é naturalmente um palco de belezas montanhosas e inspirações em forma de água, agora tem um endereço oficial para a inspiração: o Museu ReArte – Residência Artística do Circuito das Águas.
E, vejam só que ironia poética, a casa foi ficando tão chique, mas tão chique, que as Musas da mitologia grega resolveram largar o Monte Parnaso e fazer a mudança para a Rua São Vicente de Paula.
O alvoroço começou quando a ReArte, que já era Ponto de Cultura, conquistou o reconhecimento do IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus). A notícia correu pelos corredores celestiais: “Há um novo Museu na Terra!”.
E o que é um Museu, afinal? A palavra vem do grego mouseion, que significa, literalmente, Templo das Musas – o lugar onde elas moram, criam e inspiram. Tão logo o museu foi reconhecido, a faxina começou.
E, de repente, o casarão já não abrigava apenas a Residência Artística e o acervo do expedicionário Ary Vieira – ele virou o novo condomínio das nove irmãs divinas!
A primeira a chegar, naturalmente, foi Euterpe, a Musa da Música. Afinal, a ReArte não só tem trilha sonora própria, como lançou recentemente uma versão brasileira do clássico napolitano “Funiculì, Funiculà” em ritmo de trem e saudade. A Musa do Som não podia ficar de fora. A coitada estava cansada de ver a palavra Música (que vem de mousiké, a arte das Musas!) sendo usada por aí sem o devido carinho; agora, ela tem onde morar e onde vibrar com os sons da Serra.
Junto dela, veio Clio, a Musa da História. Clio encontrou na ReArte um verdadeiro paraíso de documentos. Há o acervo da FEB, coleções de cartões postais da Segunda Guerra, e, claro, toda a história do Conde Maximiliano T. Corbiniano Basselet de La Rosée, que merecia um prêmio para o historiador Nestor Leme.
Para o soft opening (a tal “Prévia Cultural”), não podiam faltar Melpômene (Musa da Tragédia) e Talia (Musa da Comédia), que se juntaram para dar luz ao Ensaio Aberto da peça “Esconde o Conde”. A Talia, inclusive, anda cochichando nos bastidores que o toque de sarcasmo do fantasma do Conde é pura inspiração dela.
E agora, o mais recente e excitante: a chegada do Ponto MIS: nos tornamos uma “filial” do consagrado Museu da Imagem e do Som de SP>
O audiovisual é uma arte complexa que exige a soma de várias Musas. Para o cinema, precisamos da Polímnia (Musa dos Hinos e da Eloquência) para narrar as grandes histórias e da Urânia (Musa da Astronomia) para iluminar as projeções.
Mas, principalmente, o Cinema, a Sétima Arte é um campo vastíssimo, que exige todas em conjunto! Ele junta o drama, a comédia, a dança (com a Cia. Allegro), a história (nos documentários) e a própria imagem (do MIS – Museu da Imagem e do Som).
A Musas se instalaram confortavelmente por aqui!. Erato (Musa da Poesia Lírica) inspira os poetas de plantão, do Clube da Cultura Pop e do grupo de leitura Além de um Livro.
Calíope (Musa da Poesia Épica) já está de olho no acervo da FEB, pensando em um grande épico de guerra. E Terpsícore (Musa da Dança) comanda as apresentações e a coreografia da Dayana Brunhara Rezende e seus dançarinos.
Até para escrever esta crônica, foi necessário um teamwork divino: a Musa da Escrita (que é o que sobra quando o Monte Parnaso está de folga) teve que unir forças com a Talia (Musa da Comédia) para garantir que o tom ficasse leve.
Se você quiser participar desse burburinho artístico, a ReArte, o novo Templo das Musas, fique atento, pois em breve divulgaremos a agenda de dezembro recheada de cinema gratuito!
Henrique Vieira Filho é artista visual, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte, produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTB 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP) e terapeuta holístico (CRT 21001).

Henrique Vieira Filho é artista plástico, agente cultural (SNIIC: AG-207516), produtor cultural no Ponto de Cultura “Sociedade Das Artes” (SNIIC: SP-21915), diretor de arte (MTE 0058368/SP), produtor audiovisual (ANCINE: 49361), escritor, jornalista (MTE 080467/SP), educador físico (CREF 040237-P/SP), psicanalista, sociólogo (MTE 0002467/SP), professor de artes visuais, pós-graduado em psicanálise e em perícia técnica sobre artes.
http://lattes.cnpq.br/2146716426132854
https://orcid.org/0000-0002-6719-2559
Contando com cerca de 60 exposições entre individuais e coletivas, em galerias, polos culturais e museus em diversos países, suas obras estão disponíveis tanto em galerias consagradas, como a Saatchi Art, quanto em sua galeria própria, a Sociedade Das Artes, até os mais singelos espaços alternativos.
Atualmente radicado no interior de SP, dedica-se, em especial, ao Slow Art Movement, que prega a apreciação afetiva, “sem pressa” das artes, para todas as camadas da sociedade e ao Projeto Re Arte, em que abre espaço a novos talentos artísticos e à integração das mais diversas formas de artes, por meio de mixagem e releituras.
Editor, autor, pesquisador e parecerista nos periódicos Artivismo (ISSN 2763-6062), Revista TH (ISSN 2763-5570) e Holística (ISSN 2763-7743), conta com centenas de artigos publicados e vinte livros, além de colaborações, entrevistas e consultorias para Jornal da Tarde, O Estado de São Paulo, Diário Popular, Jornal O Serrano, Revista Elle, Revista Claudia, Revista Máxima, Revista Veja, Revista Planeta, Revista Capricho, Revista Contigo, Revista Saúde, Revista Boa Forma, Rádio Globo, Rádio Gazeta, Rádio Eldorado, Rádio Nova, TV Globo (Jornal Nacional, Bom Dia Brasil, Fantástico, etc.), TV Gazeta (Telejornal, Mulheres, Manhã na Paulista), TV Record, SBT (Telejornal, Jô Soares Onze e Meia, etc.), TV Jovem Pan (Telejornal, Opinião Livre, etc.), TV Cultura, TV Bandeirantes, Rede Mulher, TV Rio.